sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Fisioterapia intensiva oncologia


O papel da fisioterapia intensiva na unidade de tratamento intensivo oncológica.



Em 2007, em um esforço conjunto visando à normatização da atuação da equipe multidisciplinar encarregada da prestação de serviços dentro da Unidade de tratamento intensivo, foi elaborado pela AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira e a SBPT – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, um documento consensual contemplando o papel da fisioterapia intensiva enfatizando sua atuação junto à ventilação mecânica.

Neste documento consensual temos que a Fisioterapia faz parte do atendimento multidisciplinar oferecido aos pacientes em unidade de terapia intensiva (UTI). Sua atuação é extensa e se faz presente em vários segmentos do tratamento intensivo, tais como o atendimento a pacientes críticos que não necessitam de suporte ventilatório; assistência durante a recuperação pós-cirúrgica, com o objetivo de evitar complicações respiratórias e motoras; assistência a pacientes graves que necessitam de suporte ventilatório.

Além destas considerações, o documento faz referência à participação do fisioterapeuta junto à condução da ventilação mecânica desde o preparo e manejo da ventilação inicial bem como a participação ativa na programação e condução do processo de desmame e extubação.

Entretanto, ainda que o papel da fisioterapia intensiva atualmente esteja bem estabelecido dentro dos critérios de inclusão e atuação como componente da equipe multidisciplinar, o seu papel em áreas específicas como a prestação de serviços em uma UTI oncológica, carece de respaldo técnico-científico.

As particularidades inerentes a estes clientes como o caráter progressivo de suas disfunções clínicas, a mielossupressão, a maior predisposição às infecções das vias respiratórias, a caquexia, a plaquetopenia, as alterações cinético-funcionais provenientes da intervenção cirúrgica e das técnicas adjuvantes ao controle/combate da neoplasia, parecem em um primeiro momento contra-indicar ou no mínimo tornar o processo fisioterapêutico menos efetivo.

A intervenção fisioterapêutica em pacientes oncológicos é relativamente recente, a sua aceitação enquanto medida terapêutica efetiva ainda é controversa na medida em que a existência do paradigma câncer-morte ainda impera e resiste na mentalidade e no manejo do paciente oncológico.

Atualmente com os avanços tecnológicos associados à melhor prestação de serviços em oncologia aumentaram significativamente as taxas de sobrevida de pacientes acometidos por esta terrível patologia.

Em todos estes pacientes, o câncer e sua intervenção terapêutica necessária muitas vezes produzem significativa perda funcional permanente ou em longo prazo, requerendo reabilitação para retorno do indivíduo à independência funcional e para melhorar a sua qualidade de vida.

A fisioterapia intensiva apresenta um considerável leque de possibilidades terapêuticas para o manejo do paciente grave internado nas UTIs, entretanto, as indicações e contra-indicações das manobras usuais, bem como seus objetivos terapêuticos, se mostram insuficientes como norteadores dos procedimentos e das condutas profissionais, principalmente ao estendermos a prestação de serviço ao doente oncológico.

domingo, 27 de setembro de 2009

Fisioterapia desportiva em manaus

Estádio Vivaldo Lima-Manaus/Amazonas


Iniciamos na tarde de ontem, o acompanhamento integral aos atletas de futebol profissional do Asa futebol clube de Manaus.


Com a equipe médica toda presente, composta por 01 médico, 01 fisioterapêuta e um massagista além do quadro técnico, o Asa em sua missão de inovação e profissionalismo, inaugura uma nova etapa em busca da profissionalização do futebol amazonense.

Apesar do empate em 0X0 com a equipe do Clipper, a equipe mostrou-se mais entrosada e aguerrida, o que conferiu o domínio absoluto durante toda a partida.

Durante o intervalo, os jogadores profissionais que estavam sob os cuidados da fisioterapia, responderam a contento e jogaram os 90 minutos. O goleiro titular Mateus que até a sexta-feira era preocupação como desfalque para a partida, apresentou-se em plenas condições após o trabalho intensivo de fisioterapia e foi um dos destaques do time.



No próximo sábado, viajaremos com os atletas para a cidade de Manacapuru onde o time mede forças com o até então líder do campeonato Operário futebol clube.

Com o apoio da ortoclinfi/Manaus, na pessoa do fisioterapêuta, Daniel Xavier, Os atletas recebem o que há de mais atual em termos de fisioterapia desportiva.

I Jornada de fisioterapia do Médio Solimões

Com imensa satisfação, participo e me preparo para ministrar um mini-curso sobre ventilação mecânica e uma palestra sobre fisioterapia oncológica a ser apresentada na I Jornada de fisioterapia do Médio Solimões.

Através do esforço de todo o corpo docente de fisioterapia da Universidade Federal do Amazonas - Campus Coari, a Ufam ao se interiorizar, proporciona uma educação de qualidade e compromissada com o profissionalismo e ética.

Confiram a programação:

I Jornada de fisioterapia do médio Solimões - 13 a 16 de Outubro-Coari/AM

domingo, 20 de setembro de 2009

A Fisioterapia em Manaus


Na presente data, comemoramos o fechamento da parceria entre a fisioterapia desportiva e o futebol profissional amazonense.

Vislumbrando uma positiva abertura de mercado profissional, o Dr. Daniel Xavier, tornou-se o fisioterapeuta membro da comissão técnica que acompanhará de forma integral os atletas profissionais do time de futebol do Asa futebol clube.

Com essa parceria, novas portas são abertas para a fisioterapia amazonense e as possibilidades são enormes...

Com a copa do mundo de 2014 às vésperas, o futebol amazonense galga os degraus rumo ao profissionalismo no futebol, de forma a assumir efetivamente um local de destaque no cenário futebolístico brasileiro.

Essa pareceria não se restringe apenas ao futebol profissional. A parceria contempla ainda, a participação junto ao Encontro de futebol infantil pan-americano a ser realizado em Posto Alegre-RS, um projeto que conta com equipes de expressão mundial como: Corinthians paulista, Clube de regatas flamengo, Barcelona futebol clube entre outros.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ventilação mecânica

Acompanha a aula proferida na pós-graduação em fisioterapia hospitalar-Uninorte

Modos ventilatórios

MODOS VENTILATÓRIOS.

Assistência ventilatória pode ser entendida como a manutenção da oxigenação e/ou da ventilação dos pacientes de maneira artificial até que estes estejam capacitados a reassumi-las. Esta assistência torna-se importante para os pacientes submetidos à anestesia geral e para aqueles internados nas unidades de terapia intensiva com insuficiência respiratória.

Atualmente, a ventilação mecânica consiste em uma fonte de temor constante para quase todos graduandos de último período do curso de fisioterapia. Quase sempre encarados como “um bicho de sete cabeças” mostra-se depois de um período de estudo como um aparato simples e extremamente útil para a manutenção da vida em UTI.

Talvez o que mais impressione não consista no ventilador mecânico propriamente dito, mas sim o ambiente encontrado em UTI…

Procurarei aos poucos e com a colaboração de muitos, desmitificar esse nosso companheiro fiel na labuta dentro da unidade de tratamento intensivo.

Modo ventilatório a volume-Controlado ou Pressão-Controlada.

O Ventilador inicia e termina a inspiração de acordo com o tempo subordinado e

freqüência respiratória preestabelecida, o ventilador determina o volume corrente, fluxo

inspiratório e relação do tempo inspiratório e expiratório.

Ventilação Assistido-Controlada:

O início da inspiração é determinada por fluxo ou pressão negativa gerada pelo esforço

do paciente. A freqüência respiratória, tempo de inspiração e expiração são vinculado

ao drive do paciente. Deve se ajustar a sensibilidade que regula o nível de esforço

respiratório mínimo do paciente para iniciar a inspiração 0,5 - l,0 cmH2O, quanto mais

negativa a sensibilidade maior o trabalho muscular'.

Ventilação Mandatória Intermitente (IMV):

É uma combinação de ciclos espontâneos e ciclos assistidos com volume corrente

previamente ajustado. Desta forma uma freqüência de suporte é utilizada em intervalos

fixos, e entre esses ciclos o paciente pode respirar espontaneamente ar enriquecido com

oxigênio.

Ventilação com Pressão Controlada (PCV):

Modo ventilatório em que a pressão inspiratória é previamente ajustada, bem como o

tempo inspiratório e a freqüência respiratória de backup. 0 paciente ventila de modo

assistido-controlado, entretanto o volume corrente não é garantido pelo ventilador.

Ventílação com Pressão de Suporte (PSV):

É uma forma de pressão positiva intermitente que é previamente ajustada e liberada a

cada esforço inspiratório do paciente. É um modo de ventilação puramente espontânea,

exige que o paciente tenha um bom drive respiratório. Não se ajusta a freqüência

respiratória mínima e não se sabe o volume corrente. Ventilação ideal para o desmame

com grande aceitação.

Ventilação Com Escape de pressão nas vias Respiratórias (APRV):

É um sistema CPAP modificado, a ventilação se da a níveis de CPAP predeterminada e

adequados a melhor troca gasosa. Períodos curtos de escapes de pressão passiva e perda

de CO2. O paciente pode respirar espontaneamente.

Ventilação com Pressão de Suporte e Volume Garantido (VAPSV):

Modo ventilatório com Fluxo livre e um Fluxo ñxo quadrado com volume Corrente pré-

ajustado.

Ventilação de Alta Freqüência:

É uma forma de ventilação que uma cânula é inserida através do tubo endotraqueal ou

da membrana cricotireoidea que libera gás enriquecido com 02 em freqüência de l00 a

350 ciclos pó minuto.

1. BARBAS, C.S.V.; ROTHMAN, A.; AMATO, M.B.P.; RODRIGUES Jr.,M. Técnicas de assistência ventilatória. In: KNOBEL, E. Condutas no paciente grave. São Paulo. Atheneu, 1994. p.312-346.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Fisioterapia oncologica

Fisioterapia em pacientes oncológicos

Uma complicação frequente em pacientes acamados é a atelectasia, que é o fechamento parcial ou total do alvéolo com resultado de diminuição da capacidade funcional residual, da respiração superficial e diminuição dos movimentos ativos e mudanças de decúbito.

A atelectasia pode levar a hipoxemia e ao aumento de secreção, e pode ser prevenida com mudanças de decúbitos, incentivo da atividade voluntária e aumento da profundidade da respiração.

A dispnéia é um sintoma comum, ocorrendo em 45 a 70% dos pacientes com câncer avançado, sendo definida como uma sensação subjetiva e desconfortável de falta de ar quando a demanda de oxigênio é maior que o suprimento. Este sintoma pode ser decorrente de alterações no parênquima pulmonar ou redução da trama vascular com aumento do espaço morto como resultado de quimioterapia, de excesso de secreção, descondicionamento físico, etc.

A sensação de falta de ar limita as atividades diárias do paciente como caminhar, subir escada, tomar banho, alimentar e se concentrar, dentre outros. Além dos aspectos fisiopatológicos da dispnéia, esta também sofre grande influência de componentes psico-sociais, sendo que medidas objetivas como saturação de oxigênio, gasometria arterial, etc. nem sempre se correlacionam com a severidade da dispnéia.

Os meios fisioterapêuticos para o manejo da dispnéia são exercícios de controle respiratório, que auxiliam o paciente na sintomatologia e evitam a ansiedade durante um ataque dispnéico; orientações sobre gasto energético, diminuindo a demanda metabólica; o relaxamento, útil na diminuição da ansiedade e dos aspectos emocionais da dispnéia, e alívio da tensão muscular gerada pelo esforço respiratório.

Quando ocorre a queda da saturação para menos de 85% em ar ambiente, durante o repouso, a oxigenioterapia é indicada, podendo se valer de recursos como ventilação não-invasiva por pressão positiva intermitente (VNPPI), CPAP (pressão positiva contínua) ou BiPAP (pressão positiva com níveis alternados).

Outra complicação pulmonar em pacientes acamados é o acúmulo de secreção pulmonar devido à diminuição da movimentação do transporte mucociliar e enfraquecimento da tosse. A fisioterapia respiratória atua em patologias pulmonares obstrutivas através de percussões, drenagem postural e manobras respiratórias como tosse assistida. Um método útil para a mobilização de secreção pulmonar é o instrumento de oscilação expiratória (p.ex: Flutter®), que se utilizado sequencialmente por quatro semanas há a diminuição da viscoelasticidade do muco.

O posicionamento é importante para o paciente acamado. A posição sentada aumenta os volumes pulmonares e diminui o trabalho respiratório dos pacientes. A posição em prono aumenta a capacidade residual funcional e a relação ventilação/perfusão, enquanto que as posições laterais, aumentam a ventilação e a mobilização de secreção pela ajuda da gravidade.

Técnicas de vibração e percussão auxiliam na higiene brônquica através da propagação de energia mecânica através da parede torácica. Um modo de aumentar a efetividade da tosse é a manobra chamada “huffing”, onde se orienta ao paciente criar uma base de suporte para os abdominais abraçando um travesseiro, solicita-se então a realização de três expirações com a boca aberta e então, segue-se à tosse.

Em alguns casos é necessário realizar a aspiração da secreção através de sonda. A realização da aspiração não deve ser sistemática e sim baseada na necessidade individual. A avaliação de ruídos pulmonares, agitação do paciente, diminuição da oximetria e mudanças do padrão respiratório são indicativos de acúmulo de secreção, no entanto nenhum parâmetro foi validado ainda. Apesar de ser claro que aspiração remove as secreções das vias aéreas, esta também está associada ao desenvolvimento de hipoxemia, instabilidade hemodinâmica, lesões e hemorragias locais. O uso de sedação tópica na sonda, pré-oxigenação e preparo profissional minimizam estas ocorrências.

Fonte: Revista Brasileira de Cancerologia
In: www.concursoefisioterapia.blogspot.com

O site da Fisioterapia em Manaus

Vídeo da clínica de reabilitação funcional de manaus