sábado, 20 de junho de 2009

Treinamento avançado em Ventilação mecânica e em Fisioterapia intensiva.

Treinamento avançado em Ventilação mecânica e em Fisioterapia intensiva.


Características:O treinamento irá se desenvolver integralmente dentro do ambiente da uti da FCECON/AM.Grupos de 05 alunos com carga horária de 30 horas aula divididos em 20 horas prática e 10 horas iniciais teóricas.

Tópicos abordados:
Ventilação mecânica, interpretação de exames, gasometria, fisioterapia intensiva, avaliação de paciente internado na UTI, o papel do fisioterapeuta, tópicos avançados em ventilação mecânicas, manobras na ventilação mecânica, desmame e extubação.

Início: Primeira semana de Julho dia 01/julho/2009.O treinamento acontecerá 01 grupo por semana das 13:00 – 17:00 de segunda a sexta-feira e sábado subsequente(aula teórica).

Investimento: 400,00 acadêmicos e 450,00 profissionais formados.
Contato: 92-81260452 (Daniel Xavier)
xavierdaniel@hotmail.com

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Clínica de fisioterapia em Manaus


Com uma equipe especializada em fisioterapia neurológica, oferecemos nossos serviços tanto em nossa clínica como no sistema de Home-Care. Uma inovação da fisioterapia em manaus, constamos com uma estreita relação com os melhores neurologistas de Manaus.

A fisioterapia neurológica é uma especialidade que trata as doenças que envolvem os sistemas nervoso e central e acometem crianças (acima de dois anos) e adultos.

Esse tipo de fisioterapia é indicado para pacientes com paralisia cerebral, síndromes neurológicas e vítimas de acidentes vasculares cerebrais (derrames).

O campo da neurologia engloba uma grande variedade de doenças e lesões que podem afetar parte do Sistema Nervoso Central (SNC) ou Sistema Nervoso Periférico (SNP). Inclui doenças genéticas, como a Distrofia Muscular (DM), a Paralisia Cerebral (PC); inclui enfermidades de origem desconhecida como a Esclerose Múltipla (EM), Mal de Parkinson, Doença de Alzheimer; Doenças degenerativas como: Atrofia Cerebelar, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), tumores. Outras patologias surgem subitamente, desencadeadas por eventos internos do próprio organismo, como é o caso do Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido por "derrame", e também trauma conseqüente de ferimentos por objetos cortantes, acidentes com arma de fogo, lesão cerebral ou medular (TCE e TRM).

O planejamento das sessões é definido após uma avaliação minuciosa do paciente, para que o fisioterapeuta tenha conhecimento do grau de acometimento e assim determinar as metas para o tratamento que, geralmente são em longo prazo, incluem a normalização do tônus muscular, estabilidade de tronco, alongamentos, fortalecimentos, estimular percepção corporal e postural, equilíbrio, coordenação, treinar marcha, orientações quanto às atividades da vida diária, dessa forma melhorando a qualidade de vida do paciente e reintegrando-o à sociedade.



Localização:

Endereço da clínica:AV:Guaranás 19, QD 17, LT ETAPA 1; Cidade Nova I (Antiga Rua Tucuruy).

Próximo ao Colégio Casimiro de Abreu

CEP:69090-110

E-Mail: xavierdaniel@hotmail.com

Agendamento de consultas:(92) 81260452 / (92)36417276

sábado, 13 de junho de 2009

Reabilitação de LCA - Protocolo


1ª Fase
Corresponde à 1ª semana do pós-operatório do joelho, e tem como objetivos controlar a dor e o edema, obter uma boa mobilidade da articulação patelo-femoral, atingir uma flexão do joelho entre 75ºa 90º e obter controle neuro-motor do quadriceps. Nesta fase a prioridade é conseguir a extensão completa do joelho.

No que respeita aos procedimentos efetuados para atingir os objetivos propostos, e de uma forma resumida, teremos:
Ao 5ºdia – Posicionamento a 0º de extensão, no 1º dia (alongamento possível dentro da amplitude disponível sem dor)

Criocast ou R.I.C.E.S feita no bloco operatório

Controle da dor através de cateter epidural

Repouso com elevação do membro, alternando com crioterapia e tala de mobilização passiva contínua ou Continuous Passive Motion (CPM) dos 0-90º até à alta hospitalar.

5º- 8º dia – Já após a alta hospitalar:

Mobilização da articulação patelo-femoral

Exercícios de flexão/extensão da tíbio-társica com o membro elevado

Mobilização passiva em cadeia cinética aberta (CCA)

Marcha sem carga, mas com apoio – treino com 2 auxiliares de marcha

Treino de propriocepção em cadeia cinética fechada (CCF) com bola e na parede

Co-contracções do quadricipete e isquio-tibiais, na posição de sentado, com a perna
extendida

Treino de controlo neuro-motor (Bio-feedback e electro-estimulação)


2ª Fase

Corresponde ao período entre a 2ª e 3ª semanas, e tem como objetivos obter o controle do edema, das amplitudes articulares passivas de extensão/flexão 0º/100º-115º e ativas de 0/ 90º, marcha com carga parcial maior que 50% do peso corporal, com o auxílio de uma canadense a retirar no final da fase, força muscular que não ultrapasse um deficit de 60% no quadriceps e 35% nos ísquio-tibiais, quando comparados com o membro são; assim como um aumento na propriocepção.

No que se refere aos procedimentos efetuados, do 8º ao 21º dia, teremos:
·Repetição dos procedimentos anteriores
·Técnicas específicas para aumento de amplitude articular
· Fortalecimento manual e com pesos em CCF
· Eletroestimulação do quadriceps
· Fortalecimento e alongamentos dos isquiotibias
· Treino de propriocepção com tábuas de balanço
· Treino de marcha até largar os auxiliares

O fortalecimento muscular é feito inicialmente através de contracções isométricas do quadriceps e dos ísquio-tibiais a 0º, 30º, 60º e 90º e seguidamente através de resistência manual, insistindo nas co-contracções do quadriceps/isquiotibiais (Qt/IsqT) tendo atenção ao arco de movimento ativo de flexão para extensão dos 100º aos 45º para não causar demasiada tensão na plastia (NORONHA, 2000).

3ª Fase

Corresponde ao período entre a 4ª e a 6ª semanas, e tem como objectivos manter o edema
controlado, obter as amplitudes articulares passivas de extensão/flexão de 0/120º-135º e
activas de 0/120º, aumentar a força muscular até obter apenas um deficit que não ultrapasse
os 40% no quadricípete e os 20% nos ísquio-tibiais, quando comparados com o membro são, e
aumentar a propriocepção e estabilidade dinâmica, bem como evitar stress na plastia; no
decorrer desta fase deve ser conseguida uma marcha normal com 100% de carga e sem
substituições.
No final da 3ª fase o neo-ligamento encontra-se no final do período de necrose, fazendo a sua
transição para o período de sinovialização; razão pela qual todos os esforços adicionais devem
ser introduzidos mediante a resposta inflamatória.
· No que respeita aos procedimentos efectuadas, do 21ºdia ao mês e meio, teremos:
· Repetição dos procedimentos anteriores, necessários
· Treino de estabilização bipodal, equilíbrio e marcha
· Step-ups, mini-squats e bicicleta com início ao mês
· Exercícios em CCF em carga total
· Trabalho de estabilização da musculatura da cintura pélvica
· Nesta fase é importante conseguir umas amplitudes articulares quase totais E/F=
0º/135º e uma carga total do membro. Especial importância é dada aos exercícios em CCF,
como sistema de potêncialização do quadricipete e dos isquio-tibiais.

Site: www.fisioterapiamanaus.com.br

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Anatomia do Joelho


O joelho é a articulação intermédia do membro inferior, sendo esta uma articulação composta (constituída por três ossos: fémur, tíbia e rótula) e complexa (possuindo dois meniscos que aumentam a congruência óssea e aumentam a área de distribuição de forças).


O complexo articular do joelho apenas possui um grau de liberdade que permite executar movimentos de flexão e extensão. No entanto, quando o joelho se encontra fletido surge um segundo grau de liberdade (grau acessório) que permite os movimentos de rotação.


Sob o ponto de vista mecânico o joelho é uma articulação surpreendente uma vez que possui uma grande estabilidade em extensão máxima e adquire uma grande mobilidade a partir de um determinado ângulo de flexão. Quando o joelho está em flexão, posição de instabilidade, o joelho está sujeito ao máximo a lesões ligamentares e dos meniscos, no entanto, quando este se encontra em extensão está mais vulnerável a fracturas articulares.


Os ligamentos cruzados são estruturas ligadas à estabilidade do joelho e que estão localizados no centro da articulação. O ligamento cruzado anterior (LCA) assim como o posterior (LCP), são extra sinoviais, apesar de intra-articulares.
O ligamento cruzado anterior tem origem no fémur na porção postero-lateral do intercondilo e insere-se anteriormente à tibia. A inserção tibial é bem mais resistente que a fémural.


Este ligamento possui duas bandas: a anteromedial e a posterolateral. A primeira origina-se na porção mais proximal do LCA e insere-se na porção mais antero-medial da sua inserção tibial e a segunda origina-se mais distal em relação à origem femoral e insere-se mais postero-lateral na inserção tibial, esta banda é o componente mais curto e de maior volume do LCA. A banda anteromedial encontra-se laxa na extensão e tensa na flexão a 70º.



O objetivo deste ligamento é resistir ao deslocamento anterior da tibia e à rotação medial do joelho, daí quando há ruptura deste ligamento a tibia se projectrar para a frente do fémur (gaveta anterior).
A cápsula articular do joelho é uma bainha fibrosa que contorna a extermidade inferior do fémur e a extremidade superior da tibia mantendo-as em contacto entre si e formando as paredes não ósseas da cavidade articular. Na sua camada mais profunda a cápsula está recoberta pela membrana sinovial.


As articulações tibio – fémural e patelo – fémural são envolvidas pela cápsula articular, sendo esta reforçada posteriormente pelo ligamento arqueado poplíteo e oblíquo poplíteo e vários músculos; anteriormente pelo tendão do quadricipete e tendão rotuliano; lateral e medialmente pelos ligamentos colaterais e anteromedial e anterolateralmente é reforçada por expansões do vasto medial e do vasto lateral na direcção dos ligamentos colaterais.
«Os ligamentos cruzados estabelecem conexões tão íntimas com a cápsula articular podendo-se dizer que na realidade estes são espessamentos da cápsula articular, e que, como tais são parte integrante dela.» (KAPANGJI, 2000, 5º Edição).


As principais funções dos ligamentos do joelho são: estabilização, controle da cinemática e prevenção dos deslocamentos e rotações anormais que podem causar lesões da superfície articular. O conhecimento das funções dos ligamentos é fundamental para o planeamento cirúrgico e reabilitação. O LCA, como vimos anteriormente, tem a principal função de evitar a gaveta anterior, sendo um estabilizador primário. Ele actua secundariamente na restrição da rotação tibial e em menor grau na angulação varo-valgo (quando o joelho está em extensão). Não possuindo acção na restrição da translação posterior da tíbia.


O joelho apresenta seis tipos movimentos: três translações (antero-posterior, médio - lateral, céfalo-caudal), e sobre estes três eixos ocorrem três rotações (flexo-extensão, rotação interna-externa, varo-valgo), criando um movimento complexo do joelho. A mobilidade do joelho ocorre simultaneamente em mais de um eixo e de um plano.


Histologicamente, os ligamentos são similares a tendões: são bandas de colagénio denso com pouco material celular. Eles são preparados para suportar tensões lineares. Em contraste com os tendões, os ligamentos possuem fibras não tão paralelas e uma quantidade de elastina superior, podendo suportar alongamentos maiores, sem causar danos à sua estrutura. O LCA e LCP apresentam propriedades viscoelásticas, o que permite dissipar a energia, regular o seu comprimento e distribuir a carga aplicada. Alterações na viscoelasticidade podem facilitar o alongamento do enxerto. (SILLEY, 1997)


A resistência do LCA varia conforme a idade. Um estudo feito sobre a resistência deste ligamento em grupos de idades diferentes verificou que um grupo mais jovem com idades compreendidas entre os 20 e os 35anos apresentava uma resistência 50% maior que um outro grupo com idades entre os 40 e 50 anos e três vezes superior que um último grupo com idades compreendidas entre os 60 a 97 anos. As propriedades mecânicas dos ligamentos cruzados do joelho, aumentam com a prática de exercícios físicos, gerando, um aumento de 20% no seu limite de resistência e 10% no seu limite de elasticidade.


Reabilitação/fisioterapia em lesões do joelho: http://www.fisioterapiamanaus.com.br/

domingo, 31 de maio de 2009

Clínica de reabilitação funcional do joelho em Manaus


Inauguramos neste sábado um novo conceito em reabilitação na cidade de manaus.
Apesar da existência de inúmeras clínicas de fisioterapia em manaus, não dispomos atualmente de um serviço especializado em patologias do joelho. A carência por inovações técnico-científicas, a distante utopia da fisioterapia baseada em evidências e a falta de material humano qualificado, comprometem a qualidade da reabilitação cinético-funcional.

Como parte integrante do processo de reabilitação, atuaremos diretamente desde o período pré-operatório, passando pelo pós-operatório imediato até a alta do cliente. O contato íntimo com o cirurgião ortopedista é de fundamental importância principalmente nas avaliações e reavaliações, discussão de planos e estratégias do tratamento aumentando a possibilidade de êxito e melhora da qualidade de vida do cliente.
Localização:

Endereço da clínica:AV:Guaranás 19, QD 17, LT ETAPA 1; Cidade Nova I (Antiga Rua Tucuruy).
Próximo ao Colégio Casimiro de Abreu
CEP:69090-110
E-Mail:xavierdaniel@hotmail.com
Agendamento de consultas:(92) 81260452 / (92)36417276

http://www.fisioterapiamanaus.com.br/

sábado, 30 de maio de 2009

Ligamentoplastia do Ligamento Cruzado Anterior (parte 1)

As lesões do LCA ocorrem principalmente durante a prática de desportos como futebol, basquetebol e esqui, nos quais o pé está fixo ao solo e a perna é rodada com o corpo.

A incidência deste tipo de lesões tem vindo a aumentar no sexo feminino, crianças, adolescentes e adultos com idades mais avançadas. Isto ocorre devido ao maior envolvimento desses indivíduos com práticas desportivas colectivas e que implicam a realização de movimentos de desaceleração brusca e mudanças de direcção. Se compararmos homens e mulheres de uma mesma faixa etária que praticam a mesma actividade desportiva, podemos verificar que as mulheres, devido a particularidades anatômicas, hormonais, etc, se tornam mais suscetíveis a apresentar lesão do LCA.
Assim, podemos concluir que nem a idade nem o sexo são factores de prognóstico de quem vai desenvolver instabilidade anterior do joelho.
O diagnóstico baseia-se na história e no exame clínico do joelho. Segundo diversos autores o exame físico deve ser iniciado examinando-se em primeiro lugar o joelho sadio dado que assim o doente vai-se sentir mais confiante e seguro quando se partir para a avaliação do joelho lesado. O exame físico deve compreender manobras de inspecção, nas quais se vai avaliar a marcha, arco de movimento, posições antálgicas, presença de edema, hematoma e atrofia muscular (principalmente do quadrícepete).
Após a inspecção, passa-se à palpação que tem como objectivo avaliar os pontos de dor, derrames articulares, processos inflamatórios e crepitação local. Depois de concluída a inspecção e a palpação passa-se à execução de testes específicos para avaliação da integridade do cruzado anterior (ex. teste da gaveta anterior). A ressonância magnética é o exame mais confiável que pode auxiliar no diagnóstico de rupturas ligamentares e de lesões meniscais, no entanto, a sua realização e interpretação necessita de grande experiência. Em suma, uma boa história com um exame físico completo e detalhado são ainda o melhor método de diagnóstico das lesões do ligamento cruzado anterior, embora os exames complementares auxiliem as informações clínicas.
As lesões do ligamento cruzado anterior ocorrem geralmente após entorses seguidas de derrames, na maior parte das vezes sanguilentos (hemartrose). A sua ruptura é a lesão mais comum nos jogadores de futebol.
O mecanismo clássico de lesão do LCA é de uma torção com o pé fixo no solo (cadeia cinemática fechada), o que provoca uma deslocação da tíbia anteriormente em relação ao fémur. Porém outros tipos de traumatismos também podem levar a lesões do LCA, principalmente durante a pratica desportiva.O LCA pode ser lesado em toda a sua circunferência ou apenas numa percentagem da mesma. As lesões parciais são frequentes, pois levam a incapacidade temporária podendo ser estáveis e não havendo ruptura na sua evolução.
ruptura do ligamento cruzado anterior é uma lesão frequente, invalidante e evolutiva, ocupando o tratamento cirúrgico e a fisioterapia um lugar essencial nestes casos.
O tratamento cirúrgico tem apresentado um grande desenvolvimento nos últimos anos, devido ao avanço tecnológico nas alternativas de enxerto e métodos de fixação. O tratamento é realizado através da substituição do ligamento lesado por um enxerto substituto. Este enxerto pode ser uma parte do tendão rotuliano, ou tendões dos isquiotibiais, do próprio paciente ou enxertos de cadáveres (ex.: tendão calcâneano). A sutura directa do ligamento rompido não apresenta bons resultados. O objectivo na cirurgia é colocar o enxerto substituto na localização e tensão do ligamento original. O enxerto pode ser fixado através de parafusos, fios, pinos e arruelas.
Quando se está perante uma ruptura do ligamento cruzado anterior a prática de desporto não é aconselhada, dado que o joelho encontra-se instável. O tratamento conservador (não cirúrgico) é executado em pacientes mais idosos, sem a ambição de praticar desporto, e é realizado através da fisioterapia, com fortalecimento dos músculos que ajudam a impedir a anteriorização da tíbia. A ruptura do ligamento muitas vezes favorece as lesões meniscais, sendo necessário recorrer-se à reconstrução do ligamento antes destas aparecerem. Nestes casos, se possível, o tratamento cirúrgico visa uma sutura da lesão meniscal associada a uma reconstrução ligamentar.A evolução de uma lesão não tratada do LCA num jovem desportista traduz-se no aparecimento de Artroses (desgaste da cartilagem) vinte a trinta anos mais tarde após a lesão inicial. Nas lesões agudas, o exame é difícil devido à dor (de intensidade variável devido à tensão que o edema provoca na cápsula) e ao espasmo muscular. A presença de hemartrose leva à grande suspeita de lesão do ligamento cruzado. Nestes casos, o melhor tratamento é a cirurgia, onde se vai proceder à reconstrução do ligamento. No entanto, após reconstrução do ligamento é fundamental a fisioterapia, actuando com o objectivo de diminuir a sintomatologia apresentada pelo doente. Assim, uma vez que o utente apresenta inflamação, o nosso primeiro passo a dar vai ser no sentido de diminuir essa inflamação, e para tal pode-se utilizar como meio de tratamento o gelo, a drenagem linfática e a elevação. Durante este estádio também podem ser realizados movimentos passivos e activos dentro da amplitude não dolorosa (grau A) e o treino proprioceptivo. Como consequência da intervenção cirúrgica muitas vezes surgem atrofias musculares do quadricipete, isquiotibiais, adutores e abdutores da coxa e por vezes dos gémeos. Quando estas atrofias estão presentes é necessário o fortalecimento desses músculos, assumindo aqui a electroterapia um papel fundamental. Durante o processo inflamatório e enquanto não se restabelece completamente a amplitude de movimento, o uso de muletas torna-se essencial para a descarga parcial do peso.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Protocolo acelerado pós-meniscectomia parcial de joelho

O protocolo de reabilitação do joelho utilizado como base para o tratamento dos casos clínicos caso apresentava as seguintes fases:
FASE 1: fase imediata após cirurgia.Objetivos: Redução de edema e derrame articular; redução processo álgico (analgesia); melhora ADM articular femuro-tibial/femuro-patelar; extensão completa; fortalecimento de grupos musculares adjacentes ao joelho (talo crural/coxo femural); flexibilidade.
FASE 2: fase de proteção primaria deambulação. Objetivos: reduzir dor e edema, reestabeler movimento articular do joelho, fortalecer grupos musculares mono e bi-articulares da articulação do joelho e articulações adjacentes, flexibilidade e progressão para apoio total de peso sem muletas.
FASE 3: fase de proteção moderada, fortalecimento da musculatura de membro inferior (exercícios em cadeia cinética fechada e inicio do treinamento proprioceptivo).
FASE 4: fase de fortalecimento muscular, progredir para corrida em esteira, pista ou rua, avaliação de sintomas e retorno às atividades esportivas sem contato, inícios de exercícios pliométricos.
FASE 5: fase de atividade livre e continuar fortalecendo a musculatura do membro inferior, iniciar treino de agilidade, iniciar nível básico de treinamento de técnicas especificam do esporte (avaliação do sintoma e retorno às atividades esportivas
de contato).
FASE 6: Preparação para alta fisioterapêutica Objetivos: Total independência funcional, Liberação para retomada às atividades esportivas, treino de habilidades específicas, agilidade, endurance e alta fisioterapeutica.
Tabela 1 – Protocolo sugerido e dividido em 6 fases.
As sessões de fisioterapia tiveram a duração de 1 hora e trinta minutos diariamente, 5 vezes por semana, excetuando-se os fins de semana e feriados.
No primeiro dia de liberação para a fisioterapia assim como ao final do terceiro mês de reabilitação aplicamos um questionário desenvolvido em Cincinatti (EUA) por Noyes e colaboradores (ANEXO 1), que atribui notas a diversos itens relacionados à dor, falseio e capacidade de deslocamento, como parâmetro comparativo quantificando e qualificando a progressão da reabilitação dos pacientes pós meniscectomia.

Autor: Daniel Xavier
Artigo integra:http://www.webartigos.com/articles/14545/1/intervencao-e-evolucao-de-militares-da12-regiao-militar-submetidos-a-meniscectomia-parcial-a-realidade-vivenciada-no-hospital-geral-do-exercito-de-manaus-hgem/pagina1.html

O site da Fisioterapia em Manaus

Vídeo da clínica de reabilitação funcional de manaus